A turma do gorducho apavora mais um. Ah! O sorriso de Kolynos não é nada perto do sorriso de campeão do Brasil. Ainda mais em cima desses petulantes do Internacional de Pato Alegre. Pra mim, os colorados, são como Argentinos que antes da hora cantam vitória em português. Já tinham ganho essa taça há mais de mês. Já o Timão ( esse sim internacional ), humilde e estudioso, aprendeu a lição com a derrota para o Sport em 08. O Inter jamais aprenderá. Pavão num dia, espanador no outro. Bem sabe os sãobambinos. Na hora H perceberam que contra a fiel o negócio é tsunami em lagoa de pato. Perguntado a Zina*, o cara do "Ronaldo!!!", qual era sua fé. Se era crente ou cristão? O poeta de uma palavra só respondeu simplesmente que era "Corinthiano". Quem ajoelha sabe o valor de levantar a taça. Como os zumbis do Trilher nós saímos da tumba da segundona para apavorar geral. Os uniformes de ontem, como arcanos do Tarô da bola, selaram os destinos. Enquanto, o timão entrou com mítico listrado de 77 usado por Basílio ( aos 37 do segundo tempo ) os tomates entraram de branco, alá Michael Jackson. Branco? De que ? Medo? Paz? Tavam pedindo treguá antes da guerra?Convenhamos: o timão, na mão de Mano Menezes, virou um quebrador de santos de pé de barro. Agora, na Libertadores, esse times além fronteiras , andinos, cocaleiros e bocudos junior vão aprender. Se vc não tem a alegria e discernimento para ser Fiel, cuidado. Sejam humildes, baixem a crista e joguem a bola. Senão, a turma do gorducho vai te pegar. Aqui é Coringa, mano. Ronaldo!!!! * http://www.youtube.com/watch?v=D2vsZ983dJE
Escrito por Johnny Pinguela às 10h12
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Black and Proud. White and Shameless. Há 72 horas, ligo tv, abro jornal, acesso net e lá tá o “moonwalker”. Faz três dias que só se fala em Michael Jackson. Sua morte é seu maior show. Gripe Suína, Sarney, Seleção, nada. Nada é mais importante que morte de Jackson. No último Jornal Nacional, até os Bonners justificaram um erro na locução pelo abalo da perda do rei. Bah! Se tivesse sol sintonizado na minha janela, eu podia escapar desse pastel de vento. Mas faz frio e chove em Curitiba. Então, a cada quinze minutos, tenho que levar "Beat It" na cara. Meio que revoltado com essa overdose de Billy Jean, até escrevi uma crônica questionando o brilho da coroa do Rei do Pop. Foi uma bobagem minha. Apesar de começar meu manifesto afirmando que o talento de Jacko para cantar e dançar era inquestionável, os fãs de Michael, corroídos pela dor da perda, rosnaram para minha insensibilidade e desrepeito. Parece que morrer é um tipo "habeas corpus" que libera a alma de todo mal. Agora, Michael é icone, lenda, luz divina. Dizem até que Jacko no futuro será reconhecido como Bethovem é hoje. Num mundo que cultua Lady Di com santa tudo é possível. Mas não é necessáriamente verdade. Jackson está para a música como o Macdonalds está para a gastronomia. Como bilhões de almas, eu vou semanalmente ao Mac, meu filho adora os brinquedos do lanche feliz, seus restaurantes estão em todo lugar onde tem boca e alguma grana. Mas nem por isso eu acho Big Mac melhor que Paela. Quando James Brown faleceu, no dia de Natal de 2006, não houve um décimo dessa comoção atual. E olhe que, sem James Brown, não existiria nem Jackson Five quanto mais Jackson One. Michael ainda engatinhava e o “Brother Soul Number One” já dava gritos eletrizantes e mostrava passos mágicos para platéis em delírio. Apesar desse talento insuperável até hoje, James tinha um grande defeito. Era negro, orgulhoso e cantava isso bem alto . Também era mulherengo ( gostava de loiras brancas ), drogado, ex-detento, falastrão e militante do Black Power. Tudo isso fez de James menos palatável para mídia branca. Bem ao contrário do negro envergonhado de suas origens que alisava o cabelo, afunilava o nariz e transformou descoloramento artificial em Vitiligo. Talvez isso, seja seu maior pecado. Todo o resto dá para relegar. Mas o fato de Michael renegar suas origens me constrange e constragem toda a raça negra. É vivo para mim ver numa visita a Africa do Sul, Michael cobrir o nariz fino para não sentir o cheiro ocre do habitantes do gueto. Agora, esses mesmos sujos e outros descolorados de luz são os que mais sentem a perda do idolo. Michael Jackson não merecia o afeto que lhe deposititavam os fans. Bem ao contrário de velho negro James Brown. Não sei quanto tempo vai durar ainda a lenda do Rei do Pop. Mas, para quem gosta de música, será menor que a dor da perda do Godfather do Soul. http://www.youtube.com/watch?v=UeFUvW5YInQ&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Egafanhoto%2Ecom%2Ebr%2Fvideos%2FV14BGFPA0&feature=player_embedded
Escrito por Johnny Pinguela às 10h26
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O rei morreu. Viva las Vegas!!! O talento de Michael Jackson como cantor e dançarino é inquestionável. Repito: inquestionável. Assim, como seu talento para ser um merda. Contabilizem comigo. Pobre, virou esbanjador estriquinado. Negão envergonhado, virou branca altiva. Gay, virou marido da filha do Elvis pegador. Abusado pelo pai patrão, virou um pai de proveta que joga filho pela janela. Criança estranha, crescido, resolveu fazer brincadeiras estranhas com meninos. Mortal, achou-se divindade. Sacrilégio meu? Você deixaria seu filho dormir sozinho no templo? Ok! Michael é famoso. Mas por que? Pela estrela ou pelo disperdício dela? Ele, montado em seu talento único e popularidade quase infinda, podia escolher. Podia ter sido um negro altivo, um gay superior, um pai decente, um junkie de monta, defensor dos pobres, diretor do Olodum , ministro do Obama, ser lider da causa do cabelo pixaim, Mohamed Ali que lutava com a voz, Jimmy Hendrix que dedilhava com os pés , mas, nada. Deslumbradamente, preferiu ser capa de revistas tolas, adotar macaco com irmão e viver na terra do nunca. E agora? Nunca foi nada de concreto em vida e agora é um nome em tumba dourada. Como múmia será que vai virar atração da Disney? Como icone vai encaminhar os filhos? Como linda branca rica vai ser exemplo para os feios negros pobres do mundo? Mais certo que se nome vire marca de cassino em Vegas ou jeito tolo de morrer. Até no fim , tomando droga de consultório ao invés da esquina, Michael deu vexame. Ou raiva. Ou pena, sei lá. Não é do meu feitio falar mal de morto. Mas Jacko é zumbi. Como os figurantes de Thriller seu talento para dançar e cantar vai lhe segurar por uns tempos. Mas assim como os vermes vão carcomer a carcaça livia que pensava ser di-vi-na, seu mito vai desaparecer sobre as areias movediças da midia. Pra semana pinta outro talento com trejeitos, luvas ambição* ou burrice de querer ser Deus . O rei do pop é morto. Viva las Vegas!!! * http://www.youtube.com/watch?v=qlpTFa-wGc4
Escrito por Johnny Pinguela às 10h48
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A desvairada do Mossunguê Cristiane Yared está bombando. Aparece em todos os jornais, distribui adesivos de campanha, encabeça passeata, foi no programa da Ana Maria Braga e chorou no Profissão Repórter. Se a causa de Cristiane fosse um desfile de moda, um ambiente na Casa Cor, receita secreta de esfirra ou outra irrelevância qualquer, Cristiane estaria também na coluna do Reinaldo Bessa. Mas sua causa é a querer justiça para o assassinato do seu filho num acidente de trânsito no Mossunguê causado por um deputado. Por essa ousadia, querer justiça numa terra injusta, Cristiane agora é taxada por alguns de louca, de vingativa e até de encapetada. Falam que Cristiane quer aparecer, se eleger deputada ou, simplesmente, encher o saco. Vejo Cristiane aos prantos na TV e me lembro de uma cena de cinema. No documentário Fahrenheit 9/11 uma senhora iraquiana se desespera que me meio aos escombros que virou seu lar. Debaixo da pilha de concreto explodido por um bombardeio ianque jazem seus familiares e a mulher só resta gritar pela justiça de “Alah”. Ninguém a repreende pois aquela é uma dor de todos que tem filhos. Repentinamente a cena corta para Britney Spears. A loira linda masca chiclete calmamente enquanto educadamente reafirma sua confiança na guerra justa no Iraque. Entre um ponto de vista e outro penso que a maneira que lidamos com a dor seja um questão de proximidade ou, quem sabe, de herança. Cristiane tem descendência árabe e os mouros tem a tendencia a externar sua dor. Diametralmente o oposto da regra polaca-germânica-curitiboca. Da minha janela avisto o campo do coxa. Em 2007, no jogo derradeiro que a selou a queda do Coritiba para segunda divisão fui pesaroso ver a saída do torcida enlutada. Pensei que iria ver berros, desmaios, revoltas, desesperos insanos mas o que vi foi só ordem e silêncio. Os torcedores ao invés de diluirem no coletivo a sua dor, a particularizavam, engoliam, enterravam. Ao pisarem na rua continham as lágrimas e vestiam um máscara neutra da indiferença. Assim, anestesiados, se achavam evoluídos. Assim, apáticos, estavam menos doídos. Assim, meio mortos, estavam mais vivos. Será? Tratar a dor com frieza e distanciamento não torna a dor menor. Pelo contrária, como um espinho no pé que insistimos e pisar, torna a pontada mais funda, lacinante, nociva. Então, entre implodir e explodir, acho melhor gritar e se debater. A ferida aberta no peito de Cristiane Yared nunca será cicatrizada de todo mas , se a luta por justiça lhe ajuda a viver, que seja. A mídia está atulhada de gente louca. Gente que quer fama, que busca grana ou que está alucinada para não ir em cana. Uma desvairada, que busca por justiça não me incomoda em nada. Bem ao contrário dessa cambada que, se conseguir colocar uma mordaça em Cristiane Yared, querem lhe vestir uma camisa de força.
Escrito por Johnny Pinguela às 10h06
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Alegria lhe cai bem. A moda está cartaz. Na São Paulo Fashion Week só se fala em cortes, tecidos, estampas, desfiles, viadices em geral. Moda é negócio. E negócio tem que ser vendido para dar dinheiro. Então, dá-lhe blá-blá-blá e clic-clic-clic sobre quase nada-nada-nada. Afinal, o que é moda? Fazem um barulhão danado sobre a nova coleção outono-inverno mas no fim rola jeans e afins. Além do que, vamos falar a verdade: esses estilistas são uns chupões. Para tanto, eu já saquei, eles seguem basicamente quatro caminhos. Uns, saêm pelas ruas, praias e baladas clicando o que acham diferente, inusual. Por exemplo, um dia alguém saiu de casa na pressa e vestiu uma camiseta de manga curta por cima de uma longa. Um estilista registrou essa gafe e transformou em tendência. Agora, a gente compra essa combinação protinha na botiques e o estilista fatura. Outro, caminho clássicos dos estilistas mais preguiçosos é comprar umas revistas antigas em sebos e fazer algo chamado “releitura”. Muda cor aqui, caimento alí e pau! Você tem uma releitura dos animados idos da New Wave. É assim que a altura da cintura sobe e desce feito io-io. Tem também a turma de vanguarda que segue o caminha do aeroporto. Ir para um lugar diferente e chupar o que rola lá. Que pode ser em Guaiaquil , em Ibiporanga, em NY ou, normalmente, em Paris. Na volta o dandi retorna cheio de sacadas para sua nova coleção. Mas na real sacou da cabeça da modista colombiana. O quarto caminho, que até considero o mais integro de todos, é misturar tudo, rachar pau no gato dentro do saco, e fazer o seu chiado realmente novo. Isso é talento. E é para poucos. O resto é tendência que nada mais é um jeito chic de falar que chupou. E falando em tendência, quem foi que disse que modelo tem desfilar de cara feia? A menina é bonita, tá ganhando um maná por um trampo mole e ainda assim faz cara veia. Seria a cocaina batizada? Moças da faxina tem o direito de fazer cara feia e não o fazem. Porque as moças lá de cima fazem? Se a roupa é tão linda, o tecido tão leve e caimento tão perfeito, por que a cara de cimento? Pra mim, na verdade, não existe caimento melhor para uma roupa que tal felicidade. Quando a gente está feliz, tudo está lindo, leve e perfeito. E a roupa é o de menos. Podemos vestir seda da Dior, mas se estamos mal ela vai ser estopa da pior. Podemos vestir trapos da José Paulino, mas felizes, será Saint Loren. Nada, nenhuma fibra, nenhuma roupa, nenhum grife, nenhuma carreira de porcaria cai melhor na gente que alegria. E para isso não existe estilista melhor senão você. Corte os medos, costure as amizades, se cubra de amor, depois jogue uns panos que gosta por cima e saia desfilando pela cidade. O resto é moda. E moda é passageiro de trem otário. Johnny Pinguela
Escrito por Johnny Pinguela às 02h47
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No labirinto do Crack. Primeira evidência: dois homens foram mortos e esquartejados em um apartamento próximo a Prefeitura Municipal e do Palácio do Governo. O dono do apê do terror, filho de um dos mais renomados advogados do estado, “alugava” o imóvel em troca de pedras de Crack. Segunda evidência : a filha de um conhecido pediu socorro ao pai pois, em menos de quinze dias, indo na onda do namoradinho canalha se viu aprisionada no labirinto que é o Crack. Terceira evidência: nada. Nada disso gera muito estranhamento. Muita manchete no jornal. Muito microfone na cara de autoridade. Muita polícia na rua. Traficante rico em cana. Existe no momento uma epidemia de Crack em Curitiba. Acham que ela ronda pelas periferias. Mas ela está perto. Bem perto. O Crack tá rolando solto na região do Centro Cívico onde sempre ando. Circulando também pelo Orkut descubro que uma pedra custa 3 reais e ao fumar 5 você já está fisgado. Numa comunidade de pacientes em recuperação um comentário chama atenção “com a cocaína eu conseguia controlar, com Crack não”. Quer dizer, cocaína virou café pequeno. E quem liga? As barbas do poder nunca foram tão fumaçentas. Trabalhei ao lado do Colégio Estadual do Paraná e não raro via adolescentes tragando latas de Fanta, (transmutadas em cachimbo do mal) nas subidas para o Alto da Glória. Aos 15 anos, fumam esse inferno como eu fumava Hollywood. Eu hoje não sou fumante porque tive escolha e orientação do risco do tabaco. Será que esse jovens tem essa sorte? Não entendo como não se escancara isso! Acho que proximidade da disputa eleitoral seja um entrave. Mostrar jovens zumbis vagando pelas ruas só demonstraria que todos os candidatos tem telhado de vidro. Esse caso do apartamento sangrento mostra como o sorriso sardonico da cidade está estriquinado. Dizem que Curitiba é uma cidade verde. Não é. Na verdade ela é cinza. Nada aqui é preto ou branco. Tudo depende dos interesses, dos conchavos, dos abafas. Enquanto nenhum filho de deputado morrer esquartejado tudo vai se levando. Há 15 dias, 214 almas que voavam num Air Bus desaparecem no meio do Oceano Atlântico. Desde então, a Marinha, a Aeronáutica , os governos do Brasil e França e a mídia inteira fazem de tudo para regatá-las do azul profundo. Enquanto isso, no túmulo do asfalto, os naufrágos do Crack seguem se debatendo sozinhos pela próxima dose. Eu tenho um filho e tenho medo.
Escrito por Johnny Pinguela às 14h30
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A trupe da elite. Como mosquitos da Dengue, em cemitérios mal cuidados, eles estão aparecendo aqui e ali. A cada dia que passa, mais gente vem a público defender o deturpado Fernando Carly Filho, que há um mês matou dois rapazes no trânsito de Curitiba. Passado o fervor da indignação popular e a ância por justiça, a manta macia e fétida do pegua leve vai sendo desenrolada. Dizem que Carly está machucado, perdeu mandato, aprendeu a lição e, que seus detratores, estão passando da conta ou querendo aparecer. Assim, como as pessoas que colaram adesivos negros em seu carros não passam de gente arruaceira ou invejosa do moço rico, falam a boca pequena que o Fernando perdeu o mandato e isso é pena mais que suficiente. Decepar a imunidade parlamentar equivale decepar uma cabeça? O engraçado é que essas pessoas que pedem por calma e deixa disso são em sua maioria da tal elite. A voz rouca da classe média pede cadeia, o pobres não tem voz e a elite calidamente manda: calem a boca. Não entendo isso. Por coerrencia, a elite, como iluminados, deveria ser a primeira e pedir a condenação de Carly Filho. Afinal, ele mancha o bom nome de toda a trupe. A elite é elite por ser os melhores e os mais corretos . Pagam mais impostos ( na opinão deles) , gastam mais com a educação dos filhos, falam mais línguas e mais viajam para os países primeiros para ver o que fazem deles tão superiores e implatar aqui na colônia. Por falar nisso, a elite brasileira e, em particularmente, a nossa curitibana, a-do-ra assimilar os valores dos evoluídos. As grifes, as causas, os valores positivos, os SUVs desproporcionais as ruas, os vinhos Coppola , a arquitetura das casas neobregas, as luzes nos cabelos e estofo siliconado das tetas ricas. Tudo que vem de fora é o padrão a ser perseguido e assimilado. Tudo! Menos as leis. As leis dos evoluídos não são bem vindas aqui. Por que será?
Em forum ianque, Killer Junior estaria há um mês no hospital penitenciário começando a puxar um pena de prisão perpétua ao lado de seus pares assassinos e drogados. Não haveria disse-me-disse de advogados, falhas no radar, sangue batizado, habeas corpus, recursos vil, cabresto na imprensa, etc. Um homem adulto, bebeu quatros garrafas de vinho e depois saiu voando a 190 km por hora até aterrissar ,como anjo da morte, sobre duas almas. Ponto final para ele. Seu fim, mais que uma pena justa, seria um alerta para demais bêbados voadores e poderosos perfumados. Sem não querem apodrecer na cadeia manerem na cana, no acelerador e na prepotência. Porém, aqui tem a grife no “Mall” mas não a “Law” no forum. Assim, os pais dos mortos, agora pichados como loucos esganiçados, precisam ir as ruas, rádios e Ana Bragas para clamar pelo mais elementar dos direitos: justiça. Pra fechar a conta, outro dia almoçei ao lado de um grupo de alunos de direito. Futuros advogados não falavam de justiça, de causas humanitárias, de revolta com o sistema, nem mesmo mencionaram mulher ou futebol. Apenas falaram de dinheiro. Passaram o almoço inteiro falando de seus lucros futuros e de como, nas palavras de um deles., “ colocariam a Mercedes na garagem antes dos 30” . Daí me ocorreu que para essa trupe da elite, verdade e justiça, como Dolce e Gabbana, é um luxo que se compra.
Escrito por Johnny Pinguela às 09h42
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O John Connor da propaganda do Paraná.
A vida do John Connor não é moleza, irmão. O cara nasceu para liderar a rebelião contra a dominação das máquinas. Sabe do mal que vem pelo computador, do perigo do job passado pelo Power-point, da apresentação via email. Sabe que propaganda é envolvimento, sedução, humor, calor e a máquina séria e fria. Ele sabe que da mesma forma que bilheteiro não enche teatro, financeiro não deve apitar na criação. Sabe que tudo que dizem ser assim mesmo, podia ser diferente. Também pudera, o cara nasceu como profissional num momento mais poético, mais louco, mais desprentecioso e, por isso mesmo, tempo de glória da propaganda nativa. Com Paulo Leminsk e outros “malucos” pilotando canetas, copos, cigarros e pincéis. Mas daí surgiram as máquinas e os pincel deu lugar ao Photoshop e idéia “maluca” virou “polêmica”. John sabia o que viria e alertou mas com todo mundo mordendo a maçã do Mac ninguém tava muito ai. Assim, a dominação da máquina se impôs. Acelerando prazos, trocando talento por bytes, artesanato por linha de montagem, artista por operário. Mesmo assim, John sobreviveu. John sempre segue em frente. Desde o conheço, já vi John cair de moto, de skate, de porrada, de calote, de corte de verba, de carrinho por trás. Mas John sempre segue em frente com suas cicatrizes, causas trabalhistas e certezas trabalhadas. John sabe que quanto mais a máquina transforma o talento em acessório, mais ele é necessário. Assim, aprendeu a mexer na máquina e a enganar o sistema fonte da matriz. Nesse mundico, que o profissional modelo virou uma Sandy sem carteira assinada, John é visto como rebelde, problema, até mesmo, descartável. Mas também é um líder de uma rebelião que vem por ai. A rebelião da idéia, do valor, da propaganda com gosto de quero mais. No dia do julgamento final quando uma chuva de bombas cair sobre todas as criações e dar um pau geral na máquinas, John vai emergir dos escombros do mercado, sacudir a poeira e exclamar “ Esses FDP não podem fazer isso com a gente. Vamos negociar um prazinho e fazer um campanha ducá” Esse é John Connor, exemplo de pessoa, peça rara, gente fina, sobrevivente sempre. Se você não o conhece como John Connor, tudo bem. Como está sendo perseguido pelos Exterminadores de talento, ele usa uma identidade falsa, e prefere ser chamado pelo alcunha de Sava Schpatof.
Escrito por Johnny Pinguela às 15h47
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O abacaxi. Mulheres tem queixas dos homens como os investidores de pirâmides da sorte. Para cada afortunada tem centenas de revoltadas. E, na maioria das vezes, as mulheres estão certas em suas querelas. Homens tem maus modos, arrogância, pança de chope, arroto, indiferença com causas ecológicas como a TPM, olhos para outras mulheres e pinto torto que urina errado. Tem muita material para reclamar de um homem. Porém, na nascente desse rio barrento, acho que tem um erro de paralaxe. As mulheres veêm o homem como um parceiro quando na verdade eles são abacaxis. Se, desde o primeiro avistamento as mulheres pensarem e entedessem o homem como um abacaxi iriam usufruir de uma relação bem mais estável e conveniente. Mas não, a maioria quer transformar o abacaxi em melão diet. Tsk! Tsk! Vejam o que ocorre com da coroa do abacaxi. Existe fruta mais nobre e vistosa que o abacaxi? Verdadeiro príncipe da natureza, coroado, orgulhoso, altivo. Visto de longe se destaca, arrebata, inspira desejos. Entretanto ao analisar de perto nota-se que coroa é dura, inflexível, com espinhos e tosquices. Mas, tudo bem, basta retirá-la que ele ainda é nobre. Certo? Assim num golpe o abacaxi perde sua coroa. O que fazia o brilho do rei, agora é lei: corta. O baladeiro não pode sair. O boleiro, não pode torcer. O glutão, tem que emagrecer. O trabalhador, tem que desacelerar . O vadio, engrenar. O artista, tem que por pé no chão. O crente tem que pecar. O cego, não pode tatear. Com o abacaxi sem coroa, a mulher ao invés de se satisfazer agora nota a casca aspera e grossa do tipo. Daí são as coisas cotidiana que passam a raspar. Gotas no vaso, pés na mesa, atrasos, esquecimentos, tormentos de bolso, pelos na pia, parentes, roncos, ilisuras. Com anel no dedo e filho no colo, o abacaxi vai sendo talhado a golpes de espuma e saliva. Por fim, o que era um abacaxi está pronto para o consumo, pensam . Porém, quem foi rei nunca perde a magestade. E abacaxi, mesmo fatiado e servido no prato com talheres, não é uva que se engole numa mordida. A cada bocado, o abacaxi mostra um tipo de textura e suculência. Umas são doces, leves, amarelinhas outras, mais duras, esbranquiçadas, desgostosas. Esse é o cortex da fruta. Mas a mulher insiste que ele seja puro e tenta amputá-lo de sua alma. Sem conseguir algumas mulheres pensam em outro homem, melhor, mais correto, doce, palatável. Esquecendo que este outro é na verdade simplesmente outro abacaxi. Amigas, minhas amigas, entendam de vez. Homens são abacaxis e ponto final. Se não querem espinhos, casca, acidez, desgostos aqui e alí, que comam banana. Mas antes disso tenham em vista que o abacaxi, apesar de tanta coisa errada, não é um fruta, mas uma flor. È doce, exótico, tem propriedades depurativas e calmantes. Enfim, abacaxi tem personalidade. Faz-se de suco para a familia, sorvetes para os filhos e , como flor, tem sentimentos. Às vezes, como uma Carmen Miranda, é preciso usar o abacaxi como um arranjo na cabeça e sair por ai rindo para vida ao invés de colhendo ressentimentos de cascas e espinhos. Pra fechar, uma historinha. Uma mulher magra de ruim chega no médico e tasca. - Doutor, tenho um problema de gordura localizada. Médico, estranhando, pergunta - Onde, senhora? - No meu marido.
johnny pinguela. Dia dos namorados 09
Escrito por Johnny Pinguela às 16h18
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Um grande cara – Johny Pinguela
Ele é o cara! Figurinha carimbada nas colunas sociais. Grande bebedor, grande contador de histórias, excelentes caixinhas, o cara é uma personalidade. Ainda mais ao lado de suas grandes mulheres. Como são grandes as mulheres do cara. Grandes peitos, bundas enormes, sorrisos sempre branqueados e abertos. O cara é mão-aberta. O cara gosta de suas mulheres reluzentes,ricas e altas. Para isso, nenhum salto ou crédito alto é alto o suficiente. Suas mulheres calçam saltos stilleto que parecem a Torre Eiffel de cabeça para baixo. “Todo monumento fica melhor em cima de um grande pedestal”, diz o cara.
As mulheres do caras são monumentos ao sucesso e à fama. Verdadeiros prêmios ao seu talento empreendedor de ser herdeiro. Mas o cara não tem apenas nome para ser rico. O cara é famoso por festas, jantares, corridas de kart, coleção de bonsais, grandes prêmios, honrarias mil. Por onde vai na noite, fotógrafos amigos e amigos da imprensa o acompanham. “Se eles não escrevem sobre minha grandeza, como é que eu vou saber que sou grande?”, ri o cara nas rodas de champanhe.
O cara não tem inimigos. É mão-aberta, quem não gosta de cara assim? Amaury Junior, Ruy Barroso, Bessa, todos amam o cara e fazem questão de mostrar a grandeza de sua vida, casas, viagens, barcos, festas beneficentes, festas temáticas, festas beneficentes e temáticas. Tudo é um grande show! O show da vida do cara. Fan-tás-ti-co!
O cara só tem uma chatice. É mais uma implicância boba, quase uma superstição... excentricidade de rico. Todo homem, amigo ou jornalista ou empregado, ao lado do cara, deve ficar de joelhos. Apenas as mulheres podem ficar em pé equilibradas em seus picos italianos. O restante da turma anda de joelhos ao lado do grande cara. Como o cara tem um grande coração, a turma não se importa. “O cara é excêntrico... todo gênio é.”
O cara é mesmo genial. Na sua última festa, o convite foi um anel de ouro. Todos foram com o anel e de joelhos. A imprensa falou do glamour da festa por semanas. O único fato meio chato na festa, que nem chegou a ser notado, foi um garçom escalado na última hora para substituir um colega. Por azar, o ridículo entrou afobado no salão e foi servir champanhe justo ao anfitrião. O cara, talvez pela emoção de saber que seria a próxima capa de Caras, saiu de seu habitué e foi um tanto intempestivo. Sacou um Magnum 44 cano longo e deu dois tiros, um em cada joelho do garçom. Mas não matou nem nada.
Grande sujeito o cara. Só não gosta que lhe façam sombra. Só isso! De resto é um grande anão… o cara.
Johny Pinguela – Maio de 2006
Escrito por Johnny Pinguela às 14h10
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Em defesa do deputado Ribas Carli Filho, Nandão Nandão, como é triste saber de sua dor. Ver suas fotos nos jornais, sua mãe em no Fantástico, seu pai sem dormir nos bastidores de palácio, hospital, secretárias e redações. Sem falar do seu carro todo detonado. A galera também anda meio parada sem ti, amigo. As noites do Batel estão menos agitadas e os pegas nem se fala. Desde o teu azar tudo anda meio devagar como quem respeita o limite de velocidade. O mundo é dos mais rápidos, dizem os velozes, mas eu digo que ele está engarrafados pelos otários. O seu caso mostra bem isso. Mesmo machucado, com a cara cortada, insistem em lhe retalhar na rua. Veja, Nandão, agora distribuem adesivos negros e fazem passeatas contra ti. Passeatas! Acaso você é uma causa gay? Hehehe!!! Não , brother. Eu te conheço de muitas festas, viagens, baladas e carreiras. Você é rico. Um riqueza que seu pai lhe deu. E como tal não tem culpa da sorte que tem. E ai o caso maior deles contigo. A verdade mais alta e barulhento que a batida a 190 km é que lhe caçam não por justiça. Mas por inveja. Querem a sua cabeça por ser ela coroada e não pela cabeça de um pía de bosta. Os animais mais belos da natureza é que são também aos mais ameaçados. E nós por termos carros velozes e furiosos que cruzam esquinas num piscar de olhos, temos que ser freados? Se podemos pagar 400 reais por vinho do Coppola, temos nós que tomar Wini? Se somos eleitos pela massa para fazer leis, somos nós que temos que dar satisfação as leis? Imagine, foram até fuçar sua conta no restaurante. Falam que vc pediu um nota de 1.200 por um gasto de 700 para assembléia do restituir. Ishaaaaa!!!.Consquistar o poder e não abusar dele é no minimo desperdício. Inveja, pura inveja, esse é combustível do coletivo que lhe persegue. Então, véio, faça como sempre fez melhor: soca a bota!!!. Acelere a máquina que a justiça divina lhe deu. Verdade e justiça, com Dolce e Gabbana, é um luxo que se compra. Vista a sua e volte a desfilar pela avenida Batel. Para quem é deputado todas a vias são preferenciais. Soca a buzina!!!. Mas não esqueça da blindagem extrareforçada, heim. Ela é uma autodefesa de quem anda para no vermelho, paga imposto e vota mal. Pra teminar, chega dessa pobreza. Retornei de um giro pela India, e lá eles acreditam e reencarnações. Vamos e voltamos várias vezes. Tomando uma champanhota no meu voo pensei que somos bem nascidos nessa vida e porque merecemos . Fomos bons na anterior. E quem só teve grana para comprar Honda Fit é porque foi mal. Então, que siga seu caminho na pista mais rápida e eles que aprenderam a sair da nossa frente. A vida é uma festa, bro. E nos temos ingressos VIPS. Uauauauaua!!!!
Vianinha do Nissan !!!!!!
Escrito por Johnny Pinguela às 16h10
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A droga do poder.
A polícia está testando o sangue do deputado Fernando Ribas Carli Filho, que aterissou um Passat blindado em cima de Honda Fit, macerando duas almas em Curitiba. Depois de já comprovar a presença de alcóol do bom ( Carli bebeu 400 reais em vinho na noite do ocorrido), agora querem descobrir se existe alguma outra droga circulante na corrente do deturpado. Acho puro desperdício.
Sem fazer nenhum teste ou mesmo examinar o nariz de ninguém, afirmo que ele estava sobre o efeito de uma droga mais poderosa que as encontradas em esquinas escuras da capital do Paraná. Uma droga que alucina, causa dependência e custa caro. Por isso é para os afortunados. Seu nome é Poder.Quem já tomou sabe da pira.
Grana, nome, cargo, mandato. A forma de administrar a droga pode variar mas o efeito é avassalador. Poder embeleza, poder perfuma, poder dignifica, poder deixa sábio, poder faz bom pais, maridos, filhos, concidadãos. Com poder na cuca o usuário vira o cara. Poder apaga qualquer dúvida, dívida, ficha policial, fraqueza moral, compromisso de palanque. Quando se tem Poder, a cabeça roda e muda. Santo vira demo. E demo vira político. E político, divindade. Com poder o cara pode. Pode o que? Pode o que quiser, oras bolas. Carli Filho, depois de passar por cima de várias leis de trânsito ( estava com carteira vencida e sem cinto quis desafiar a única lei que podia lhe segurar no Brasil. A da gravidade.
Além da sensação de impunidade, outra peculiaridade do Poder, é que ela não é um droga gregária. Quem tem Poder não passa a bola. Carreira de cocaína tem fim, já de poderosos não. O viciado faz de tudo para se manter com os olhos vidrados no pico do flash. Vejam o exemplo do humilde presidente metalúrgico que está doido para meter a terceira seringa de 4 anos nos canos. Perto de Poder, Crack é traque . Se desse para beber, fumar, cheirar ou injetar Poder, os cartéis da Colombia estariam exportando café.
Carli Filho agora está numa UTI, com a cara rachada e nome sujo de sangue, mas o Poder segue lhe aliviando as dores da vida. Advogados tramam sua defesa, jornais diluem suas culpas, cirurgiões plásticos vão limpar a cicatriz de culpado e, por anos vindouros, RPs mostraram sua recuperação. Aos 40, será um homem limpo, elegível e impune. Porque nesta terra triste, poderoso, mesmo tendo decapitado gente no meio da rua, vira estátua na praça ou nome de avenida.
Escrito por Johnny Pinguela às 09h39
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O homem do queixo de fumaça
Queixo é banal como sandália Havaiana. Todo mundo tem. Queixo resolve, não solta as tiras e não deixa cheiro. Por isso não damos o devido valor ao queixo. Você já viu alguém ir a academia malhar queixo? A gente só repara em queixo quando não tem. Imaginem os grandes bonitões do cinema sem queixo. Tom Cruise seria garçon em restaurante de rodoviária. O queixo para quem não tem é assunto sério. A falta do queixo distorce o rosto, a vida, os horizontes. O cara passar a ser conhecido como sem queixo e, pior, sem impeto. Queixo, como parte da mandíbula, é indicativo de força, capacidade de mascar, morder, atacar.
Sem queixo, o cara passa a ser reconhecido uma escavadeira com uma pazinha de plástico. Com o tempo, essa falta de queixo pode distorcer as idéias do tratorzinho. O cara se olha no espelho e abaixo da boca muda tem um vazio. O que colocar ali?
Simples: a barba. O que tem de barbudo sem queixo andando por ai. Tem até um presidente vendido. Os caras parecem revolucionários rebeldes, piratas do mar das tormentas, caminhoneiros sem medo, estadistas de ferro, bah! No fundo é apenas um sem queixo mocado atrás de uns pentelhos. Mas a barba por si não resolve. É preciso construir um queixo social, uma mandíbula intelectual, uma prôtese que denota a forca que um queixo de carne e osso lhe daria. Na falta de carne, entra em ação essa coisa fugaz da posse, da cultura de almanaque, dos louros roubados e notinhas compradas no jornal. Tudo isso nada mais é que um queixo feito de fumaça. Dai, o sem queixo se olha no espelho, vê a barba, e por baixo dela vem a fumaça desse narguile pobre. "Não tenho queixo mas tenho MBA, nome na coluna social, tv de plasma na área de serviço. Não sou mais o Tartaruga da 7B." Se ele acha assim, tá bom para mim.
O problema é que outro dia, um sem queixo não foi com a minha cara. Putz! O sujeito tem família de nome, posição na firma. Podia estar ajudando a resolver o problema da cidade, da mortalidade infantil ou dando lucro para saco que puxa, mas achou que o problema maior era justamente eu. Por que? Talvez porque seja eu um pneu velho para esses mosquitos da Dengue. Ou talvez porque eu tenha um queixo na cara e amigos na rua. Acho que falta de queixo implica em falta de humor para rir com os outros e de si mesmo. Afinal, é compreensivo, quando se tem a aparência de atração de parque temático de Orlando, a vida é amarga. É preciso constantemente se auto-insuflar. Martelar o prego que se destaca, intimidar os fracos, roubar o trabalho alheio e empinar o queixo lá para o alto. Tão alto que todos podem ver que na verdade aquilo não e um queixo. Mas um baita calcanhar de Aquiles.
Escrito por Johnny Pinguela às 16h06
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A vida é uma gafe.
No cabo, tem um canal o chamado Ideal. Trata de coisas ideais para se viver idealmente. Trabalho, família, saúde, ecologia, tudo ideal. Não tem Ana Paula Gimenez , nem do Corinthians, nem mesmo filme de Kung Fu, por isso não o acho lá tão ideal. Mas, buscando o um caminho para um vida melhor, às vezes busco o Ideal.
Ontem, o tema do Ideal eram as gafes que nos afastam do ideal a mesa. Para tanto o canal contou com a presença de uma consultora em gafes e um ator. Ambos simularam um encontro em um restaurante bacana com rango bom e vinho legal. A cada momento do encontro o ator agia como normalmente humanos agem enquanto a consultura ia alertando sobre suas gafes des-humanas.
Caraca! Como tem gafes. Foi-se o tempo que comer de boca aberta era “a gafe”. Agora, tem gafe para tudo: uso de celular, aperto de mão, olhar mesa do lado, quando se servir, onde colocar o paletó, o que fazer no banheiro, o que pensar etc. Era tanta gafe do ator e tanto porrada da consultora que o encontro parecia mais uma luta entre Woody Allen e Mike Tyson. A covardia era tamanha que eu ,quixotamente, tomei o partido do pequeno erro contra a grande malvada. Assim cheguei a conclusão que a tal Mike sabe-de-tudo-de- etiqueta- Tyson encorria também em três escabrosas gafes. A saber:
Pra começar, a mulher era feia. Não feia no sentido coloquial de feiura, mas feia daquele tipo como poeta Vinicius de Moraes pedia desculpas “As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental” . E a zinha ficava mais feia achando-se a maior rodela da cebola por não cometer gafes. Usar corretamente os copos lhe dava um distanciamento. Na sua rigidez acertiva e educada não tinha lugar para ser boa no sentido de gente boa. Baita gafe!
A segunda gafe da mulher caça-gafe era ser petulante. Na frente de seu olhar rasgante, nos sentimos como diante de uma serra Makita. Achava-se maior que todos porque tinha modos a mesa, tava na tv e ganhava usn contos por isso. Saber tudo de gafes a faziam dela um ser superior. Como coisa que o filho de Deus não lavou pés de amigos no maior jantar de sua vida. Humildade é gafe?
Por fim, a maior das gafes: a mulher não deixava lugar para gafes. Era uma andróide, perfeita, acertiva, milimétrica na altura do cabelo, da saia, do tom de voz e das idéias. Nunca tomaria poesia, nunca pediria o prato errado, nunca passaria a mão na bunda do carcereiro, nem lavaria os pés numa poça de chuva rescém chuvida. Seu anceio maior era uma existância com todos os pingos nos “is”, filhos sem sardas, marido sem boca, cão sem ladrar. Lhe bastava apenas um taier de bom tom, o sorriso cenico das bonecas de distânci desse ideal. Fui.
Johnny Pinguela. Junho de 2008.
Escrito por Johnny Pinguela às 10h03
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Como é bom ser sofredor. Quem tira pedra do sapato sempre anda mais reto. Depois de cair para segunda divisão, o meu Corinthians acaba de ser campeão invicto. Dizem que ser corinthiano é ser um sofredor. Besteira! Ser corinthiano é ser um sábio. Todo sofredor é um aprendiz. Por isso, o corinthiano, por exemplo, sabe mais da vida que o são paulino. De estrutura, de técnicas, de campo, de mandos, de marketings e arranhar azulejo, vá lá. O São Paulo até pode entender disso mais que o timão. Mas de fé jamais. Quem ganha sempre aprende pouco, tem pouca dor, não se agarra a cruz. Já quem fica 23 anos sem ganhar sabe o que é ser fiel. A vitória para o corinthiano é uma incerteza como chuva no sertão, já para o são paulino é fatalidade como onda no mar. Se fosse igreja, a do Cardeal Ronaldo seria uma catedral daquela que leva séculos para ser eregida. Tem desmoronamentos, falta de verba, roubos de material na meio da noite, boatos do Cardeal despreparado. Mas tem também colunas altas e vitrais de luz que na hora certa e no momento inesperedo, brilham na cara do fiel de joelhos doídos e dizem que sofrer é uma forma de benção. Hoje, estou desempregado, doente, fraco mas meu time me abençoou com grito de campeão. E o seu exemplo me inspira a subir e reencontrar o caminho do gol. Salve a fiel campeã das campeãs. Tua ave símbolo, antes de ser gavião, é uma fenix. http://www.youtube.com/watch?v=Kx6oMcpw9Ik | | | |
Escrito por Johnny Pinguela às 12h21
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