O maior presente dessa Páscoa. O tempo não está fácil. Violência, medo, insegurança, competição no trabalho. Por isso, acho que nesta Páscoa não existe presente melhor que o encorajamento. Pense: grama cresce sozinha, gente , sem encorajamento, não saia nem da barriga da mãe. O encorajamento é um tipo de abraço que funciona como mola propulsora. Sem ele a humanidade ainda estaria na idade média. Quer um exemplo? Pegue qualquer pessoa que você admira. O pai do avião, a gatrícia da academia, mesmo um cobrador de ônibus. Em algum momento de sua vida, esse “vai que é tua” que vem de fora empurrou o figura. Aposto que se todo mundo dissesse que Santos Dumont era demente ele não decolava, se a gata não ouvisse assobios ela engordava, se o cobrador não tivesse filhos sorrindo ele não se cobrava e embarcava no boteco. Alguém e em algum lugar deu-lhes uma dose de encorajamento que desceu como Red Bull. Sem as asas do encorajamento duvido até que Pelé fosse artilheiro, Lula presidente e meu chuveiro fosse consertado. Sabem, entendo tanto de chuveiros quanto de usina nucleares. Mas outro dia minha Chernobyl Lorenzeti foi pro espaço. Tendo em vista a minha incapacidade, o plano genial era trocar tudo. Mas comentando o drama com meu chapa Deni ele me disse era moleza arrumar e completou “Pinguela, difícil é escrever, chuveiro a gente dá um jeito”. Assim, envolto pela bruma de coragem que ganhei do meu amigo, abri o torax do chuveiro morto e fiz a ressurreição das águas quentes. Agora sou expert em chuveiro. O encorajamento é um tijolinho que edifica a gente e de quebra, o mundo todo. Se Jesus, que é filho e Deus, teve o apoio de Simão para carregar sua cruz, porque eu tenho que consertar chuveiro sozinho? Passar a mão na cabeça de uma criança triste é melhor que dar um ovo. Beijar um idoso é mais doce que bom-bom. Elogiar um funcionário vale muito e não custa nada. Apoiar um estranho fodido é raro mas pode valer uma vida ( Simão que o diga). Tem gente não elogia nada porque se diz exigente. Pode até ser. Mas o que tem babaca, avarento e pau pequeno fantasiado de exigente por ai é uma barbaridade. Olhando minha vida noto com pesar que em momentos importantes o vento do encorajamento me faltou e eu, como uma pipa triste, fiquei no chão. Sabem amigos, os oculistas estão diametralmente errados. O olhar na realidade é a luz de dentro refletida no mundo lá fora. Por isso, nesta Páscoa nenhum presente saído de shopping ou embrulhado em papel brilhante é mais valioso, necessário, ou doce que encorajamento. Afinal, só com muita coragem a gente muda esse mundo tão amargo.
Boa Páscoa! Vocês é um ótimo leitor !!!
Johnny Pinguela. Páscoa de 2008.
Escrito por Johnny Pinguela às 09h13
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