| |
A cor da esperança é amadO.
Eu vi o futuro acenando. Ontem 200 mil alemães se reuniram na Coluna da Vitória em Berlim. Não era para ouvir rock, comemorar Copa, fazer parada gay ou para dizer “Heil Demo”. Era para apoiar o Obama. Imaginem 200 mil loiros de olhos azuis aplaudindo um negro nascido no país que lhes bombardeou, dividiu e os tem pichado de racista assassino há 70 anos. O ventos das mudanças estão soprando, amigos. E a biruta aqui acredita que é para melhor. Muito melhor.
Obama somos nós. Por isso será muito mais que um presidente americano. Depois do presidente do Texas, governado pelo ouro negro, teremos o presidente do mundo governado pelos negros de todas as cores. Os texanos, de todas as partes, dizem que Obama é o filho da besta e de certa forma não estão errados. Desde que George Bush ganhou a eleição na mão grande paira um cheiro de enxofre no ar. O 11 de Setembro foi seu show mais pirotécnico, mas ele tem se apresentado continuamente por aí. O diabo tem se travestido de muitas cores.
No Iraque, ele veste camuflado; no Texas, turbante. Em Israel ele é Alah; na Palestina, Davi. Nos morros do Rio veste farda negra; no asfalto, carreira branca. A neblina está tão densa que agora a cor da esperança é mulata. Obama tem pai africano, mãe gringa, nasceu no Havaí, cresceu nas Filipinas, estudou em Harvard. No mínimo, percebeu que Jesus não reza só em inglês.
Naquela programa Troca de Esposas outro dia uma dona de casa liberal meio riponga trocou de lar com a esposa do Ned Flanders cover. Em certo momento, rolou o cofronto entre a maconheira e a família evangélica do Meio-Oeste. A riponga, rodando a baiana, falou que a América havia perdido sua trilha, que ricos estava cada vez mais ricos, o meio ambiente estava zerando que eles estavam mais inseguros agora do que antes do 11 de Setembro. No final do embate, os Flanders, meio que concordando com o retrato de horror no telejornal, disseram que só lhes restava uma coisa: rezar para Deus iluminar a cabeça do presidente George Bush. Pois eu lhes digo: vamos rezar para Deus iluminar a cabeça dessas pessoas no dia da eleição. Porque quando americano martela o dedo quem grita é o mundo.
Vocês podem me achar um tanto otimista ou ingênuo. Que as coisas não são assim preto no branco na política. Mas naquelas gravuras entrelaçadas de anjos e demônios do M.C Escher eu vejo mais branco. Assim, para variar, eu rezo pelo melhor nessa eleição: Obama. Ou como escreveria o Escher: amadO.
Escrito por Johnny Pinguela às 17h18
[]
[envie esta mensagem]

|
|
|