Só os escoteiros se importam?
Em 2005, o furação Katrina pode se submergido a cidade de New Orleans mas trouxe a tona alguns navios fantasmas. Tipo o despreparo das autoridades americanas, o descaso das mesmas com um parcela irrelevante da população e , pior, “tô pouco me fodendo” de quem estava com os pés secos em Malibu.
Agora, vemos o mesmo “disaster movie” sem precisar ler as legendas. O estado de Santa Catarina sofre com a chuvas e a sensação que fica é que os catarinenses estão no mar e nós num Cinemark da vida.
Quando uma pessoa se afoga no mar, a praia meio que pára. Afinal, fica mal de pegar sol na areia ao lado de defunto estirado. Mas quando um estado todo se afoga a gente toca o barco. Eu nunca estive tão perto de uma trágedia dessas e ao mesmo tempo ele me parece tão distante como a Loisiana. Ontem, na academia, o Jornal Nacional mostrava saques e desespero e a galera tava mais interessada e enxugar o tanquinho.
Fico fulo da vida com a falta de ação do governo dos trabalhadores, mas ele é previssível como servidão do empregado para com o patrão. As forças armadas ficarem em seus quartéis ou fazer uma ceninha para Ana Maria Braga por no ar também é de lei. Já a gente ficar parado não.
Eu não fui criado assim e meus pais não são assim. Porém, hoje em dia, a cada tapa na cara damos mais a cara. Tem gente chateado por ter perdido as festas de fim de ano em "Santa Katrina". Me sinto meio que impotente e meio que culpado. Rezo para que nenhuma água ruim suba por meu caminho. Carrego meus pacotes para o pé da árvore de plástico. Passo correntes para frente. Enfim, não balanço o barco para que o mar não venha para meu lado. Alguém deve fazer alguma coisa para aquelas pessoas. Alguém que não eu. Será que hoje em dia somente os escoteiros se importam?
Johnny Pinguela.
http://br.youtube.com/watch?v=PL-uL2M3xvM&feature=related
Escrito por Johnny Pinguela às 12h12
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Fat Power!!!
Deu na Veja que o George Bush está em plena forma. Magro, sarado, saudável. É a prova viva da terceira lei de Pinguela: “Não dá para salvar o mundo e ser magro”. Algo tem que se perder. No caso do Bush, que malha duas a três horas por dia, é o mundo que rolou Stairmaster abaixo.
Sabem, eu sou magro por natureza e gordo por necessidade. Nasci esqueleto, tive apelido de Fantomas na juventude e agora estou mais para Pansomas. Não sou assim porque quero, sou doente. Sofro de anorexia nervosa! Só que tenho preguiça de vomitar.
Já fui atleta, puxei ferro, até fui campeão de natação há cinco mil pizzas atrás. Hoje gasto minha energia nadando cachorrinho no mar de contas, não tenho tempo para malhar e ando cansado. Sou normal, enfim. Sarados são aberrações, não eu. Tem um anúncio maníaco da Nike que diz “Se você tem um corpo, você é um atleta”. O normal seria “Se você tem um corpo, senta, mané”. Pneuzinhos são HD externos cheios de memória de momentos felizes. Deletá-los dói.
E outra: desequilíbrio dos obesos se manifesta na cintura e dos sarados aparece em outros lugares. No caso do Bush Pequeno, acho que para matar a vontade de detonar um x-salada sobra para os x-itas (ai...). Apetite por destruição mata muita fome. Taí o Bill Clinton que não me deixa mentir. Ele era gordaço, atacava mais pizzas e estagiárias que muçulmanos. Resultado: o mundo era menos esburacado. Por isso, antes do Black do Obama eu sou pelo Fat. Fat power!
Fat Power é paz! Com todo mundo gordo, quem vai ter disposição de marchar para guerra? Fat Power é fôlego novo para economia com produtos como a empilhadeira doméstica. Fat Power é equilibrio no casamento! Com todo mundo com bunda de elefante ninguém inveja o rabinho sarado da vizinha. Fat Power é igualdade! A humanidade vestindo abrigos de moleton. Fat Power é fraternidade! Todos são irmãos em torno de um leitão pururuca récem devorado. Enfim, Fat Power é liberdade! Ninguém com culpa de comer torresmo, medo de quebrar cadeira e raiva de magro sarado deformando o mundo. Quem está comigo nesse movimento? Ou melhor causa, movimento cansa.
Johnny Pinguela
Escrito por Johnny Pinguela às 09h55
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