O menos brasileiro dos times é campeão do Brasil. O São Paulo é campeão de 2008. Que triste sina, essa dos tricolores, ser campeão. Uma, duas, seis, mil vezes. O são-paulino grita campeão como o palmeirense grita "taxi", o santistas "garçon" e o corinthiano "sujou, é cana". Todo ano os tricolores tem algo para se gabarem. Como se isso fosse um grande conquista. Bah! Conquista é meu Timão voltar, o Palmeiras não cair e Santos seguir sendo o maior time fora da capital. Convenhamos: ser são-paulino é um baita de um tédio. O que sente Brad Pitty ao olhar uma tremenda gata na rua e falar "veeeenha" deve ser de tédio igual ao são-paulino olhar uma taça. Isso não é caça mas marasmo. Bem sabe o sabedor, a expectativa do peixe incerto faz a graça maior da pescaria. Nesse linha de montagem de futebol, o tricolor serve títulos aos seus torcedores como Macdonalds serve números aos seus comensais. Tudo previsível. Mecânico. Automatizado como aquele médico anão barbudo que fala pelos pipoqueiros. O torcedor símbolo do São Paulo é o cara que seqüestrou a Eloá. Entediado com o time armou aquele barraco. Se houvesse nesse mundo um máquina para comparar gritos de "é campeão" o do são-paulino seria suspirrado como orgasmo de sultão broxa em harém de ninfas loucas. Comparado aos demais gritos de " vencemos, porra!!!" seria o mais fraquinho de todos. Imaginem o grito de campeão engasgado desde o nascimento de um luso. Ou o berro de um americano moribundo? O urro de pescador magro de um avaiano? Mas, não. Esses times são humanos demais para almejar a glória do título. Dizem que o sucesso do São Mesmice é porque ele é o time mais profissionalizado. Mentira! Seu sucesso não é por ser mais time mas sim por ser menos humanizado que os demais. Esse último certame mostrou isso. O São Paulo foi bom? Eu pergunto aos são-paulinos: o tricolor empolgou? Foi profissional em campo? Necas! Telê Santana se revirou na tumba setes vezes aos ver esse time em campo em 2008. Essa é a verdade: o São Paulo foi o menos pior. A taça desse ano é para quem tirou um cinquinho suado ao invés de dez frouxo e risonho. O São Paulo foi o menos humano. Isso é fato. Tanto que a taça e a volta triunfal do título não houve ( será em ambiente fechado, com ar condicionado e perfume ilustre no ambiente ). Agora, os demais times, você me pergunta. Os vencidos. Bom, os vencidos tropeçaram nos cordões das paixões humanas. Perderam em grande parte para eles mesmos. Foram batidos pela ganância, pela luxúria, pela sujeira, pelo perengue de grana, pela merda, pela sorte vagabunda ( que gira louca pelo campos como Amy Whinehouse por London) e pelo Brasil desorganizado por natureza. O Saint Paul nunca foi um time do Brasil. Seus gols são outros...off shore. Por isso, um míope vence em terra cegos. Por isso aplaudo baixo o campeão 2008. Mas dizer que o tricolor é iluminado, nunca. Jamais! O São Paulo é hoje o maior time do Brasil na medida que a América é o maior nação do mundo. Quanta podridão debaixo daquela faixa e daquelas estrelas e listras. Mas deixa tudo isso para lá. O que fica no fim desse ano de 08 é o tédio. De vencer, para alguns meio mortos. De perder, para os muitos vivos. Ano que vem tem mais. O meu alvinegro volta revigorado a primeira divisão e um negro agora vai mandar na nação dos brancos. Bom sinal, penso eu. johnny pinguela.
Escrito por Johnny Pinguela às 09h26
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