O John Connor da propaganda do Paraná.
A vida do John Connor não é moleza, irmão. O cara nasceu para liderar a rebelião contra a dominação das máquinas. Sabe do mal que vem pelo computador, do perigo do job passado pelo Power-point, da apresentação via email. Sabe que propaganda é envolvimento, sedução, humor, calor e a máquina séria e fria. Ele sabe que da mesma forma que bilheteiro não enche teatro, financeiro não deve apitar na criação. Sabe que tudo que dizem ser assim mesmo, podia ser diferente. Também pudera, o cara nasceu como profissional num momento mais poético, mais louco, mais desprentecioso e, por isso mesmo, tempo de glória da propaganda nativa. Com Paulo Leminsk e outros “malucos” pilotando canetas, copos, cigarros e pincéis. Mas daí surgiram as máquinas e os pincel deu lugar ao Photoshop e idéia “maluca” virou “polêmica”. John sabia o que viria e alertou mas com todo mundo mordendo a maçã do Mac ninguém tava muito ai. Assim, a dominação da máquina se impôs. Acelerando prazos, trocando talento por bytes, artesanato por linha de montagem, artista por operário. Mesmo assim, John sobreviveu. John sempre segue em frente. Desde o conheço, já vi John cair de moto, de skate, de porrada, de calote, de corte de verba, de carrinho por trás. Mas John sempre segue em frente com suas cicatrizes, causas trabalhistas e certezas trabalhadas. John sabe que quanto mais a máquina transforma o talento em acessório, mais ele é necessário. Assim, aprendeu a mexer na máquina e a enganar o sistema fonte da matriz. Nesse mundico, que o profissional modelo virou uma Sandy sem carteira assinada, John é visto como rebelde, problema, até mesmo, descartável. Mas também é um líder de uma rebelião que vem por ai. A rebelião da idéia, do valor, da propaganda com gosto de quero mais. No dia do julgamento final quando uma chuva de bombas cair sobre todas as criações e dar um pau geral na máquinas, John vai emergir dos escombros do mercado, sacudir a poeira e exclamar “ Esses FDP não podem fazer isso com a gente. Vamos negociar um prazinho e fazer um campanha ducá” Esse é John Connor, exemplo de pessoa, peça rara, gente fina, sobrevivente sempre. Se você não o conhece como John Connor, tudo bem. Como está sendo perseguido pelos Exterminadores de talento, ele usa uma identidade falsa, e prefere ser chamado pelo alcunha de Sava Schpatof.
Escrito por Johnny Pinguela às 15h47
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O abacaxi. Mulheres tem queixas dos homens como os investidores de pirâmides da sorte. Para cada afortunada tem centenas de revoltadas. E, na maioria das vezes, as mulheres estão certas em suas querelas. Homens tem maus modos, arrogância, pança de chope, arroto, indiferença com causas ecológicas como a TPM, olhos para outras mulheres e pinto torto que urina errado. Tem muita material para reclamar de um homem. Porém, na nascente desse rio barrento, acho que tem um erro de paralaxe. As mulheres veêm o homem como um parceiro quando na verdade eles são abacaxis. Se, desde o primeiro avistamento as mulheres pensarem e entedessem o homem como um abacaxi iriam usufruir de uma relação bem mais estável e conveniente. Mas não, a maioria quer transformar o abacaxi em melão diet. Tsk! Tsk! Vejam o que ocorre com da coroa do abacaxi. Existe fruta mais nobre e vistosa que o abacaxi? Verdadeiro príncipe da natureza, coroado, orgulhoso, altivo. Visto de longe se destaca, arrebata, inspira desejos. Entretanto ao analisar de perto nota-se que coroa é dura, inflexível, com espinhos e tosquices. Mas, tudo bem, basta retirá-la que ele ainda é nobre. Certo? Assim num golpe o abacaxi perde sua coroa. O que fazia o brilho do rei, agora é lei: corta. O baladeiro não pode sair. O boleiro, não pode torcer. O glutão, tem que emagrecer. O trabalhador, tem que desacelerar . O vadio, engrenar. O artista, tem que por pé no chão. O crente tem que pecar. O cego, não pode tatear. Com o abacaxi sem coroa, a mulher ao invés de se satisfazer agora nota a casca aspera e grossa do tipo. Daí são as coisas cotidiana que passam a raspar. Gotas no vaso, pés na mesa, atrasos, esquecimentos, tormentos de bolso, pelos na pia, parentes, roncos, ilisuras. Com anel no dedo e filho no colo, o abacaxi vai sendo talhado a golpes de espuma e saliva. Por fim, o que era um abacaxi está pronto para o consumo, pensam . Porém, quem foi rei nunca perde a magestade. E abacaxi, mesmo fatiado e servido no prato com talheres, não é uva que se engole numa mordida. A cada bocado, o abacaxi mostra um tipo de textura e suculência. Umas são doces, leves, amarelinhas outras, mais duras, esbranquiçadas, desgostosas. Esse é o cortex da fruta. Mas a mulher insiste que ele seja puro e tenta amputá-lo de sua alma. Sem conseguir algumas mulheres pensam em outro homem, melhor, mais correto, doce, palatável. Esquecendo que este outro é na verdade simplesmente outro abacaxi. Amigas, minhas amigas, entendam de vez. Homens são abacaxis e ponto final. Se não querem espinhos, casca, acidez, desgostos aqui e alí, que comam banana. Mas antes disso tenham em vista que o abacaxi, apesar de tanta coisa errada, não é um fruta, mas uma flor. È doce, exótico, tem propriedades depurativas e calmantes. Enfim, abacaxi tem personalidade. Faz-se de suco para a familia, sorvetes para os filhos e , como flor, tem sentimentos. Às vezes, como uma Carmen Miranda, é preciso usar o abacaxi como um arranjo na cabeça e sair por ai rindo para vida ao invés de colhendo ressentimentos de cascas e espinhos. Pra fechar, uma historinha. Uma mulher magra de ruim chega no médico e tasca. - Doutor, tenho um problema de gordura localizada. Médico, estranhando, pergunta - Onde, senhora? - No meu marido.
johnny pinguela. Dia dos namorados 09
Escrito por Johnny Pinguela às 16h18
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