A turma do gorducho apavora mais um. Ah! O sorriso de Kolynos não é nada perto do sorriso de campeão do Brasil. Ainda mais em cima desses petulantes do Internacional de Pato Alegre. Pra mim, os colorados, são como Argentinos que antes da hora cantam vitória em português. Já tinham ganho essa taça há mais de mês. Já o Timão ( esse sim internacional ), humilde e estudioso, aprendeu a lição com a derrota para o Sport em 08. O Inter jamais aprenderá. Pavão num dia, espanador no outro. Bem sabe os sãobambinos. Na hora H perceberam que contra a fiel o negócio é tsunami em lagoa de pato. Perguntado a Zina*, o cara do "Ronaldo!!!", qual era sua fé. Se era crente ou cristão? O poeta de uma palavra só respondeu simplesmente que era "Corinthiano". Quem ajoelha sabe o valor de levantar a taça. Como os zumbis do Trilher nós saímos da tumba da segundona para apavorar geral. Os uniformes de ontem, como arcanos do Tarô da bola, selaram os destinos. Enquanto, o timão entrou com mítico listrado de 77 usado por Basílio ( aos 37 do segundo tempo ) os tomates entraram de branco, alá Michael Jackson. Branco? De que ? Medo? Paz? Tavam pedindo treguá antes da guerra?Convenhamos: o timão, na mão de Mano Menezes, virou um quebrador de santos de pé de barro. Agora, na Libertadores, esse times além fronteiras , andinos, cocaleiros e bocudos junior vão aprender. Se vc não tem a alegria e discernimento para ser Fiel, cuidado. Sejam humildes, baixem a crista e joguem a bola. Senão, a turma do gorducho vai te pegar. Aqui é Coringa, mano. Ronaldo!!!! * http://www.youtube.com/watch?v=D2vsZ983dJE
Escrito por Johnny Pinguela às 10h12
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Black and Proud. White and Shameless. Há 72 horas, ligo tv, abro jornal, acesso net e lá tá o “moonwalker”. Faz três dias que só se fala em Michael Jackson. Sua morte é seu maior show. Gripe Suína, Sarney, Seleção, nada. Nada é mais importante que morte de Jackson. No último Jornal Nacional, até os Bonners justificaram um erro na locução pelo abalo da perda do rei. Bah! Se tivesse sol sintonizado na minha janela, eu podia escapar desse pastel de vento. Mas faz frio e chove em Curitiba. Então, a cada quinze minutos, tenho que levar "Beat It" na cara. Meio que revoltado com essa overdose de Billy Jean, até escrevi uma crônica questionando o brilho da coroa do Rei do Pop. Foi uma bobagem minha. Apesar de começar meu manifesto afirmando que o talento de Jacko para cantar e dançar era inquestionável, os fãs de Michael, corroídos pela dor da perda, rosnaram para minha insensibilidade e desrepeito. Parece que morrer é um tipo "habeas corpus" que libera a alma de todo mal. Agora, Michael é icone, lenda, luz divina. Dizem até que Jacko no futuro será reconhecido como Bethovem é hoje. Num mundo que cultua Lady Di com santa tudo é possível. Mas não é necessáriamente verdade. Jackson está para a música como o Macdonalds está para a gastronomia. Como bilhões de almas, eu vou semanalmente ao Mac, meu filho adora os brinquedos do lanche feliz, seus restaurantes estão em todo lugar onde tem boca e alguma grana. Mas nem por isso eu acho Big Mac melhor que Paela. Quando James Brown faleceu, no dia de Natal de 2006, não houve um décimo dessa comoção atual. E olhe que, sem James Brown, não existiria nem Jackson Five quanto mais Jackson One. Michael ainda engatinhava e o “Brother Soul Number One” já dava gritos eletrizantes e mostrava passos mágicos para platéis em delírio. Apesar desse talento insuperável até hoje, James tinha um grande defeito. Era negro, orgulhoso e cantava isso bem alto . Também era mulherengo ( gostava de loiras brancas ), drogado, ex-detento, falastrão e militante do Black Power. Tudo isso fez de James menos palatável para mídia branca. Bem ao contrário do negro envergonhado de suas origens que alisava o cabelo, afunilava o nariz e transformou descoloramento artificial em Vitiligo. Talvez isso, seja seu maior pecado. Todo o resto dá para relegar. Mas o fato de Michael renegar suas origens me constrange e constragem toda a raça negra. É vivo para mim ver numa visita a Africa do Sul, Michael cobrir o nariz fino para não sentir o cheiro ocre do habitantes do gueto. Agora, esses mesmos sujos e outros descolorados de luz são os que mais sentem a perda do idolo. Michael Jackson não merecia o afeto que lhe deposititavam os fans. Bem ao contrário de velho negro James Brown. Não sei quanto tempo vai durar ainda a lenda do Rei do Pop. Mas, para quem gosta de música, será menor que a dor da perda do Godfather do Soul. http://www.youtube.com/watch?v=UeFUvW5YInQ&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Egafanhoto%2Ecom%2Ebr%2Fvideos%2FV14BGFPA0&feature=player_embedded
Escrito por Johnny Pinguela às 10h26
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