O distante amigo brilhante. Ontem fez sol !!! Já, hoje, amanheceu nublado. Ontem, era sábado. Hoje, um dia antes de segunda-feira. Amanhã, eu não sei o que vai ser. Hoje, vou escrever. No dia de sol fomos eu e o Francisco andar de skate no Parque São Lourenço. Já fui a esse parque para correr, namorar, pedalar, fiz curso de escultura, visitei museu, desci pelo escorregador, dei aulas no Centro de Criatividade e agora até tenho livros editados lá. O engraçado é que cada um desses momentos me remete a amigos, a amores, outros parques, outras páginas, outro sol. O sol de ontem me segue ardido nas costas de hoje. Gosto disso. Esse sol que me arde agora tem oito anos. Viajou na velocidade da luz pela escuridão do espaço vago para fazer-se cheio em meu dia. Para mim ele é quente, presente, bronzeador de vida pálida Curitibana. Porém, para o sol, lá em cima indiferente, meu ardor é brilho passado. O que será que se passa com o sol nesse exato momento? Por onde anda, pelo que arde, pelo que escorrega, por quem gira? Só sei que, como amigos, amores, histórias, pedais, o sol roda por aqui agora. Vou até a janela embaseada, olho para cima e, mesmo no dia nublado, sorrio obrigado para o distante amigo brilhante.
Escrito por Johnny Pinguela às 11h32
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Apenas mais um 7 de Setembro
O presidente Lula é a maior figura do Dia da Independência. Ele é hoje o que Dom Pedro I foi no 7 de Setembro de 1822. Por isso militares lhe batem continência e colegiais abanam bandeirinhas no palito. Como Pedro I, ser presidente é saber gritar "Não, não vou, fico aqui, nem a pau, vou por esse lado, te pira, vadio". Presidente é ser um cara que enfrenta, muda, idealiza, impõe e faz.
Se eu visse na TV banqueiro reclamando dos rumos da economia, se visse a Globo chiando por ter que apresentar uma programação decente, se eu visse criança de rua sendo abraçada por gente que não é pedófila, se eu lesse na Tribuna do Paraná que o dono do Positivo está reclamando que o ensino público o está levando à falência, bem como a Unimed fodida pelo SUS e a Centronic pela segurança oferecida por polícia e pelo emprego bom, eu até acharia diferente esse 7 de Setembro. Mas do jeito que tá, eu digo que o Lula não sentou na cadeira. Ocupou o cargo, apenas.
Arrumou base de sustentação, apenas. Deu emprego aos companheiros, apenas. Viajou como FHC, apenas. Deu esmolas a título de bolsas, apenas. Falou, prometeu, apenas. Lula se congratula, apenas, quando deveria digladiar. Ok! Lula tem 82% de aprovação. Mais que Hitler na Alemanha nazista. Então, que nosso líder ponha esses 82% para marchar, se educar, se curar, se descobrir como mais que bucha de canhão, tocar sino da liberdade e acordar esse tal gigante adormitado.
O Brasil dorme não por sono ou preguiça. Mas por dopping. Lula, como o médico de Jackson, sabe do Propofol mas apenas olha os tubos, os drenos, a magreza dos retirantes e os comas induzidos por Faustão, Telesena, Big Bunda Brasil, juros de agiota legalizado e imposto de morro generalizado. Lula sabe da cura, mas não quer perder o doente.
Quando passei pela capital federal, fiz questão de visitar dois lugares. Apenas dois. O Memorial do JK e a Catedral de Brasília. Em ambos há estátuas para os homens de poder que não se vergaram ao entorno. JK foi cassado e morreu de forma ainda não esclarecida. JC virou um tipo de ombudsman de brasileiro. Lula, em 2011, vai ser o quê?
Ser um novo Sarney de barba no lugar do bigode? Ou não. Depois de liberar o Brasil para o capital externo, FHC agora palestra sobre a liberação do THC. Lula podia falar do valor da manguaça. Afinal, estaria, por tabela, ajudando os boias-frias a faturar algum trocados nas usinas moedoras de gente. Mas nada. Já que ano que vem tem eleição, esse será o último 7 de Setembro de Lula como presidente de fato e não de fantoche. Depois de 7 anos do governo dos trabalhadores, esse poderia ser um tremendo de um Dia da Independência do Brasil. Mas será apenas mais um 7 de Setembro.
Johnny Pinguela
Escrito por Johnny Pinguela às 14h57
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